Bets chegam às igrejas evangélicas e preocupam pastores sobre o dinheiro
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As apostas online, conhecidas como bets, estão se espalhando cada vez mais entre os fiéis evangélicos no Brasil, causando preocupação entre os líderes religiosos. Pesquisa realizada pelo PoderData mostra que 29% dos evangélicos já fizeram alguma aposta virtual, índice superior à média geral de 24% e ao dos católicos, que é de 22%. O grau de endividamento também é maior entre os evangélicos, chegando a 21%, ante 16% da amostra total e 12% entre os católicos.
Relatos de fiéis envolvidos em apostas esportivas se multiplicam nas igrejas. Um jovem chegou a perder R$ 90 que tinha para jantar com a namorada. Outra fiel, Tania Martins Vieira, 48, perdeu meio milhão de reais com jogos e teve de colocar seu apartamento em leilão. Ela chegou a tentar o suicídio. Pastores como Estevam Hernandes, da Renascer em Cristo, e Filipe Scarcella, da Igreja Batista Soul Livre, afirmam que as igrejas têm intensificado os cuidados com o problema, que se agravou com a digitalização das apostas. Eles apontam que o discurso da "Teologia da Prosperidade", presente em algumas denominações, acaba por incentivar a busca por ganhos rápidos por meio dos jogos.
O bispo Renato Cardoso, da Igreja Universal, e o pastor Silas Malafaia também têm alertado os fiéis sobre os perigos das bets, classificando-as como obra do "demônio da riqueza" e uma "praga" que leva à "destruição" das famílias. Alguns programas terapêuticos de orientação cristã, inspirados nos 12 passos do AA, têm acolhido cada vez mais pessoas viciadas em apostas. Apenas na Igreja Batista de Água Branca, em São Paulo, cerca de 350 pessoas buscam esse apoio semanalmente.
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