O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, negou o pedido de prisão domiciliar do agricultor Jorginho de Azevedo, de 63 anos, que está preso na Papuda desde os atos de 8 de janeiro em Brasília. A defesa de Azevedo informou que ele apresenta quadro de saúde delicado, com diagnóstico de depressão e pneumonia recente.
Segundo os advogados, durante uma visita ao presídio, constataram que Azevedo estava adoecido, sentindo fortes dores no peito e com dificuldade para respirar. Ele chegou a ser levado ao hospital, onde foi diagnosticado com pneumonia e uma mancha escura em seu pulmão esquerdo.
No entanto, Moraes afirmou que "não há provas de situação peculiar em sua saúde que implique na impossibilidade de que Azevedo permaneça custodiado em estabelecimento prisional". O magistrado citou parecer da Procuradoria-Geral da República, que não considerou os problemas de saúde do idoso suficientes para justificar a prisão domiciliar.
Azevedo foi condenado pelo STF a passar 17 anos na cadeia por supostamente ter ajudado a financiar um ônibus que levou manifestantes do Paraná até Brasília no dia 8 de janeiro. Apesar do quadro de saúde delicado, o ministro Moraes negou o pedido de prisão domiciliar.
