Devendo a bancos, juíza do caso de Deolane e Gusttavo Lima é condenada



Andrea Calado da Cruz, uma juíza amplamente reconhecida por emitir mandados de prisão envolvendo personalidades públicas como a advogada Deolane Bezerra e o cantor Gusttavo Lima, foi condenada pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) a saldar uma dívida com um banco. O caso gerou grande repercussão e teve início com uma ação judicial proposta pelo Bradesco em 2022.


Segundo os registros da Ação nº 0128494-74.2022.8.17.2001, Andrea firmou um contrato com o Bradesco em junho de 2020, totalizando R$ 115.281,56, com parcelas mensais de R$ 4.123,08. No entanto, a juíza não efetuou os pagamentos a partir de março de 2021. Quando o Bradesco ajuizou a ação, a dívida já havia aumentado para R$ 179,7 mil.


Em 27 de abril de 2023, a 5ª Vara Cível da Capital acatou o pedido do banco, condenando Andrea a quitar o montante devedor, além de R$ 2 mil a título de honorários advocatícios e despesas processuais. O processo ocorreu à revelia, pois a juíza não apresentou defesa, levando à presunção da veracidade das alegações do Bradesco. A sentença, proferida pela juíza Kathya Gomes Velôso, enfatizou a falta de contestação e a solidez dos documentos apresentados pelo banco.


Em um despacho datado de 15 de julho de 2024, a 5ª Vara Cível intimou Andrea a regularizar a dívida em um prazo de 15 dias, sob pena de uma multa de 10% e honorários advocatícios em percentual equivalente. Atualmente, a dívida totaliza cerca de R$ 230,2 mil, considerando os acréscimos legais.


Além disso, Andrea Calado enfrenta outra ação no TJPE, que diz respeito a uma execução de título extrajudicial envolvendo o Banco do Brasil, relacionada a um empréstimo de R$ 938 mil. Essa situação agrava ainda mais a situação financeira da juíza, que se encontra em uma posição difícil tanto em sua vida pessoal quanto em sua carreira.

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